Olá pessoas lindas.
A resenha de hoje era para ter sido postada ontem, mas
acabou a força aqui em casa, então só consegui postar agora... Mas vamos lá!
Ana Luiza que faz Odontologia na PUC, é uma jovem fria, triste, complicada, não sabe sorrir, não sabe "ver" as pessoas, amar e deixar-se ser amada, frequentemente está bebendo, fumando ou se drogando.
Mas acalmem-se, ela não é uma personagem chata, imatura e
mimada.
Ela tem este temperamento difícil por vários fatores, entre um
deles, o fato de tudo ter um fim, como ela mesma afirma.
Tudo que é bom acaba, as pessoas a deixam, vão embora, a
machucam e a abandonam, para que cure das suas feridas sozinha, e ela não sabe
fazer isso...
Sua mãe (muito fútil) acredita que a filha não tem jeito
e seu pai, (muito distante) não lhe dá atenção nenhuma.
Sem o apoio dos pais, ela pode somente contar com suas músicas
de rock e seguir com sua quase-vida.
Aos poucos, ela vai chegando cada vez mais no fundo do poço, se
tornando cada vez mais triste e se perdendo dentro de toda a
dor do cotidiano,
até que alguns acontecimentos a surpreendem, como o surgimento de um
garoto na faculdade, o Rafa, que vem para ajuda-la a reencontrar a felicidade e
ela mesma...
Hum, não sei muito bem por onde começar a resenha, já que o
livro é muito lindo... Intenso, triste, revoltante e apaixonante.
A narrativa é uma delícia, me surpreendi com a facilidade para
ler, pois imaginei um livro intenso, com uma narrativa mais densa, porém é
intenso sim, mas a leitura é leve e rápida.
Quase chorei em diversos momentos, por acompanhar a trajetória de Ana
Luiza, que passa por muitos momentos tristes, dolorosos e agonizantes. Me
revoltei principalmente com seu pai, não gostei muito de sua mãe, mas de todos
os outros personagens, eu adorei (até o "vilão").
Durante o desenrolar da história, acontecem muitas coisas que
vão aos poucos mudando a vida dos personagens e os levando para caminhos que
nunca se imaginaram, então acompanhamos o crescimento de todos eles.
Não posso dizer que concordo com 1/3 do que a protagonista
faz para "amenizar" sua dor (certamente eu não teria a mesma reação que ela),
mas não posso julgá-la, pois cada um encontra um modo diferente para se refugiar.
E não poderia deixar de dizer que a edição do livro é muito
linda, com um trechinho de poesia ou música em cada abertura de capítulo, que
dá uma ideia do que está por vir... Ou seja, desde a história até a impressão,
tudo foi feito com muito carinho.
Enfim, para quem quiser um livro que te faça chorar e até rever alguns dos nossos conceitos, este livro é super indicado!
Ela não entendia o tempo. O tempo escorria por suas mãos, e carregava tudo como um vento. (Pág 250).
História: 4/5
Narrativa: 5/5